Bienal do Livro Rio 2013, a furada


Muito calor, muitas filas, muitas gente. Foi assim o meu primeiro e único dia na XVI Bienal do Rio que aconteceu no Rio Centro entre 29 de agosto e 08 de setembro.

O plano inicial era dar uma passadinha no sábado (31) para levar minha pequena, voltar no domingo (01) para o encontro de blogueiros da Autêntica e da Intrínseca; na semana seguinte, tentar ver a mesa de Ricardo Lísias e Verônica Stigger na sexta (06) e finalizar com o encontro de blogueiros da LeYa e a mesa de Daniel Galera no domingo (08). Com passe livre para professores, parecia o plano perfeito!


Mas a realidade mostrou que era impraticável. Por morar em Campo Grande, a duas horas e duas conduções de distância do Rio Centro, os problemas já começavam no caminho para a feira. Muito sol e calor no dia 31, ônibus que demoravam a passar, muitas voltas até chegar ao destino e uma caminhadinha até a bilheteria. Cheguei passando mal de desidratação e, para meu horror, se fazia uma imensa fila do lado de fora - algo que eu nunca havia visto antes, em nenhuma Bienal.

Para meu alívio, era possível entrar no pavilhão antes de seguir para feira - e lá havia barraquinha de sorvete e água e uma pizzaria, além de banheiros e bebedouro. Uma fila imensa na pizzaria, fiquei me controlando para não desmaiar na fila do sorvete, onde esperava conseguir uma garrafa de água. Não havia água. "Está tendo um movimento que a gente não esperava, o rapaz foi buscar mais água pra repor.", me disse a vendedora. Fui de coca-cola, enquanto minha filha pegou um picolé - a preços abusivos, claro.

Me sentindo um pouco melhor, segui para a fila da pizza onde estudante tinha direito a um pedaço + guaraná-natural e uma barrinha de cereal de banana. Uma eternidade para conseguirmos comer e, enfim, estávamos prontas. Para uma fila gigantesca, que dava várias voltas no pavilhão e chegava quase ao estacionamento. Pensamos em desistir, mas já estávamos lá mesmo...

Consegui pegar a credencial para professor sem problemas e a fila para o bilhete da meia-entrada até andou rápido. Consegui ainda pegar uma água quente na barraca de sorvete (prontamente finalizada e reabastecida com a água do bebedouro) e seguimos para o Pavilhão Azul.



Intransitável. Muita gente esbarrando, muito calor, muitas cabeças...era impossível olhar direito os estandes mesmo apenas passando pela frente. Fotografar, quase impossível. Tentei passar pelo estande da Rocco, com filas imensas para comprar e tanta gente que não vi nenhum livro. Globo Livros e Intrínseca estavam com filas quilométricas para entrar no estande (e outra para compras), assim como os imensos estandes da Saraiva e Submarino. Talvez estes tenham sido os estandes mais impressionantemente cheios pelos quais eu tenha tentado passar. Consegui ver alguma coisa na Cia. das Letras/Zahar, na Martins Fontes (praticando preços incrivelmente altos) e na Objetiva, onde comprei O Livro dos Mandarins, de Ricardo Lísias, por um precinho camarada.

Clarice Lispector no painel da Rocco

Enquanto isso, aglomerações de adolescentes e muitos gritos. Depois entendi: o dia 31 foi o dia não apenas de Maurício de Sousa e Thalita Rebouças lançando seu livro conjunto, não apenas Matthew Quick (O Lado Bom da Vida) e seu Perdão, Leonard Peacock, nem apenas Ziraldo e Pedro Bandeira distribuindo autógrafos. Era também o dia mais aguardado da Bienal pelas fãs dos best-sellers açucarados de Nicholas Sparks, o autor sensação do gênero. Entendi toda a muvuca e confusão, mas já era tarde demais.

Ziraldo no estande da Melhoramentos

Com o calor e o estresse, não me animei em passar pelos outros pavilhões, dando uma olhada rápida no Laranja onde haviam muitos estandes infantis para a pequena escolher o que queria. 

Posso dizer que estava tudo muito bonito, como o espaço da Alemanha, país homenageado na edição deste ano, e houve muita criatividade das editoras em seus estandes, fosse com os livros gigantes da Novo Conceito, com os painéis da Rocco homenageando seus atores como Clarice Lispector, JK Rowling e Thalita Rebouças, com as estátuas de personagens como Super-homem e Ben 10 que divertiam as crianças ou com o belo Trono de Ferro de Game of Thrones que a LeYa montou - e cuja fila para uma foto rápida era quilométrica neste dia.

Estande da LeYa

Na saída, uma pipoca de absurdos R$7,00 (o cachorro-quente era R$13,00), e mais fila - dessa vez, para o ônibus que me deixaria na Alvorada (estação de ônibus da Barra da Tijuca), onde peguei mais um para finalmente chegar em casa.

Depois dessa, Bienal agora só em 2015. De preferência, bem longe de Nicholas Sparks.

País homenageado do ano

7 pensamentos

  1. Olha, pelo que li e vi no youtube, jamais que tu vai me ver numa bienal. Nem na Feira do Livro de Porto Alegre consigo ir, que dirá algo assim.

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  2. Nem na Feira do livro de Porto Alegre consigo ir, imagina Bienal? Jamais!

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  3. Você diz isso pelo acesso a cadeirantes?
    A Bienal costuma ser tranquila, se você for cedo e em dia de semana. Tem rampas e os corredores são amplos, mas nesse dia era impossível para cadeirante. Sem condições.

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  4. Cara, vc foi no pior dia haha! eu fui só no último fim de semana, mas ouvi tudo sobre as mil e uma confusões que rolaram dia 31, e fiquei mega feliz de não ter estado lá. Bienal já é cansativo e complicado, imagina com esse auê de gente maluca. Eu, hein!

    Beijocas
    http://nossosromancesadolescentes.blogspot.com.br/

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  5. Oi, Larissa!

    É verdade, dei azar e nem tinha percebido antes!
    Mas como moro longe e já tinha gastado muito dinheiro, nem me animei pra voltar. Deixa pra 2015!

    Bjs

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  6. Pois é, Renata. Não sei se você viu minha postagem sobre isso (fui no mesmo dia que você!), mas também fiquei horrorizada com a Bienal desse ano. Estou acostumada a ir em todas as Edições no Rio, e realmente achei que o sucesso "subiu à cabeça". Os preços estavam absurdos e a infraestrutura deixou a desejar. Ainda assim, vou voltar feliz em 2015.

    Abraços, Paloma.
    www.bibliotequismo.com.br

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  7. Boa definição. Mas parece que tudo no Rio está assim: caríssimo e com uma organização horrível! A bola da vez é o Festival do Rio de cinema, cheio de problemas e com preços bem mais salgados que anteriormente.

    Mas a gente sempre acaba voltando..rs

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